POR POLÍTICA PÚBLICAS SUSTENTÁVEIS
A Semana Mundial do Meio Ambiente que se dá , este ano, entre os dias 3 ao 9 de Junho é pouco valorizado, apesar de muito conhecida : a data foi estipulada em 1972, pela Assembleia Geral das Nações Unidas , quanto as discussões sobre a sustentabilidade efervesciam ao redor do mundo.
A ideia inicial era de uma semana de conscientização na qual diversos setores da sociedade e instituições pudessem promover ações que reforçassem essa bandeira e despertassem nas pessoas a consciência da importância que se tem em estabelecer uma relação harmoniosa com o meio em que vivemos, isso a partir dos ideais mais primitivos de preservação, como os famosos 3 R's e a questão do equilíbrio ambiental que somados a outros fatores um tando mais complexos compõem, hoje, o que chamamos de sustentabilidade.
É, portanto, para promover, qualificar e concretizar a vanguarda das ações sustentáveis a nível popular que tem-se a semana do meio ambiente, que de nada serve se a consciência não é divorciada da prática.
O desenvolvimento sustentável abrange uma série de reformas não apenas na maneira com que a cada cidadão se relaciona com o espaço em que vive, nas políticas, no embasamento de um governo do reduzir , reciclar e reutilizar visa uma ampliação do sistema público de transporte que reduz o número de automóveis em trânsito e, consequentemente, a emissão de gás poluente, a elaboração do sistema de coleta de lixo e a elaboração do conceito do que é lixo e o que é material a ser reutilizado, a promoção de áreas verdes em centros urbanos para a reciclagem do ar , a organizações dos sistemas de infra estrutura, que devem ser adaptados para a reutilização da água, e por aí vai. A adaptação do Estado em todos os seus poderes para a aplicação plena do amplo conceito que a sustentabilidade carrega, se faz imprescindível no executivo, que deve modificar o modo de fazer política voltando-se para o bem estar do mundo como um todo , a cidade constituída não só por cidadãos , mas por um sistema ecológico, de forma a ser possível proporcionar a terra longividade e à saúde dos seres vivos plenitude.
Tal plenitude da saúdeambiental nunca será alcançada com ideologias emocionadas e sua divulgação, a parte prática da sustentabilidade aplicada ao estado e às grandes empresas (que sustentam o modo capitalista de produção, que visa o lucro com a obsolenscência dos produtos, com o uso de materiais industriais poluentes, com a produção em massa através de materiais não renováveis, que consistem os principais hábitos dos quais a sustentabilidade visa combater) precisa ser calculada e controlada através da determinação de metas de redução, reutilização e reciclagem. Essas metas foram estipuladas na Rio92 (a conferência mundial de meio ambiente) e documentadas na Agenda 21, que são as metas para este século que acaba de começar; essa agenda foi elaborada e tem sido aplicada em âmbito global e nacional e o ideal seria que cada empresa e município também possuisse a sua Agenda 21 p/ a aplicação de ações sustentáveis. As metas desenvolvidas são analisadas a cada 5 anos, contados a partir da Rio92 em conferências semelhantes como a Rio+5, Rio+10 (em 2002), Rio+15 e este ano a Rio+20. A influência da população nessas reuniões acontece através de conversas, debates e atividades alternativas que acontecem em espaços como a Cúpula dos Povos; cidadãos de todo o mundo se reunem para discutir as condições e necessidades ambientais e sociais ao mesmo tempo que os líderes mundiais tambem analisam e discorrem sobre as metas estipuladas e a atuação também analisam e discorrem sobre as metas estipuladas e a atuação de cada país para que sejam atingidas, além de atualizá-las à conjuntura política e econômica da atualidade.
Percebe-se que a questão da educação tematiza grande parte das discussões, em principal na Cúpula dos Povos, com embasamento na certeza da importância da formação de gerações sustentáveis que mudem o cenário ambiental global em alguns anos, o consumismo no entanto, é atrativo e impede a eficácia da conscientização, dessa forma a sustentabilidade deve usar os recursos da arte popular e da cultura para chamar a atenção das crianças e dos jovens. Atividades de pintura ecológica, arte com colagem, culinária orgânica, feira de câmbio, incentivo à produção musical, entre infinitas outras, reumem a ideologia da sustentabilidade na prática de maneira microscópica e atraem o interesse do público em questão, pelo caráter dinâmico e recreativo que possuem. Ações como as citadas, quando bem sucedidas, criam no observador uma visão diferente com relação ao ambiente e as relações sociais, ele irá se posicionar diferentemente diante do mundo e reproduzir em suas falas, hábitos e ações aquilo que absorver, uma vez que os hábitos sustentáveis são empregados na vida do jovem o que era micro torna-se macro e a partir de então todas as pessoas que conviverem e cruzarem com este cidadão com este cidadão serão de alguma forma influenciadas por esse posicionamento ecológicamente correto e assim por diante. Assim, tem-se a concretização de uma ação que era meramente considerada uma “brincadeira de criança”.
Como conclusão, é isso que deve ser feito em 1º lugar para a emancipação da sustentabilidade, brincadeiras de criança, em âmbito local; e, já que uma ação leva a uma reação que possibilita outra ação, logo desencadiaria um processo de educação ambiental que mobilizaria diversos setores da sociedade, inclusive as autoridades políticas do município, depois da região. A partir das crianças será construída uma rede de ações sustentáveis e este trabalha, em parceria com a Prefeitura, pode alcançar seu objetivo com êxito; portanto, no dia 10/06, a atividde (Brincadeira de criança pela sustentabilidade) tem caráter político e social e será a primeira ação do processo de transformar Paulínia num exemplo nacional de políticas públicas sustentáveis e de harmonia na relação entre desenvolvimento e meio ambiente, que influenciará também os sistemas de saúde e transporte (entre outros já citados) públicos.
Luisa Ghidotti Souza



