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quarta-feira, 13 de junho de 2012

O PSDB e seus aliados abandonaram o SUS


Nas gestões de FHC, no que tange ao financiamento do SUS, o PSDB permitiu a retirada de recursos de outras fontes da Seguridade Social em valores equivalentes aos obtidos com a CPMF. A irresponsabilidade do PSDB e seus aliados foi ainda maior no Governo Lula: empenharam-se pela extinção da CPMF, sem a criação de outra fonte estável e segura de receita vinculada à saúde e que garantisse o aprofundamento do caráter universal, integral e eqüitativo do sistema.
Cabe lembrar que a Emenda Constitucional 29 (EC-29), só agora regulamentada pela Lei Complementar n.º 141/2012, estabeleceu o que são ações de saúde, os patamares mínimos de 12% e 15% de gastos em ações de saúde a serem observados, respectivamente, pelos municípios e estados, mas não avançou na definição das fontes de receitas para o SUS e tampouco em uma proposta mais ousada de participação da União no financiamento da saúde que não se limitasse à variação nominal do PIB. Não há como dissociar essa atitude tímida do Congresso Nacional da cultura conservadora e contrária ao SUS promovida na Câmara Federal, no Senado e na sociedade pelo PSDB.
De costas para os movimentos sociais e as entidades que participaram do Movimento pela Reforma Sanitária, os sucessivos governos do PSDB em São Paulo têm adotado uma prática autoritária e privatizante, de modo a negar as conquistas expressas na Constituição da República, nas Leis Orgânicas da Saúde e em outros estatutos jurídicos que, fruto das lutas da sociedade brasileira, fizeram do SUS uma proposta de sistema público, de qualidade e participativo.
O autoritarismo no trato com os sindicatos, movimentos populares e outras formas legítimas de representação da sociedade, a exemplo da negativa em aceitar a existência de conselhos gestores nas unidades estaduais de saúde, se explica pela atitude subserviente que esses governos conservadores do PSDB e de seus aliados estabeleceram com os grupos interessados em ter acesso privilegiado e em monopolizar a gestão privada dos recursos públicos do SUS.
A entrega do SUS à gestão privada por meio de Organizações Sociais de Saúde, o desperdício de recursos públicos, a entrega de 25% dos leitos públicos do estado aos planos privados, a não valorização dos trabalhadores estaduais de saúde, a exclusão de aliados históricos do SUS e os entraves colocados ao livre exercício da cidadania são parte de uma visão de reforma do Estado que deve ser duramente combatida pelo PT.
Em nossas diretrizes programáticas, resoluções e práticas políticas devemos explicitar nossa contraposição a esse caminho trilhado pelo PSDB, mostrar sua incompatibilidade com a legislação e os princípios constitutivos do SUS e que o PT tem alternativas de gestão pública capazes de fortalecer o SUS, de respeitar os direitos dos trabalhadores e de atender aos anseios da população.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Nosso partido é o trabalho

Bom dia galera!
      Dia Primeiro de MAIO, a gente acorda com esse frio achando que o feriado foi a melhor coisa
que o Homem inventou, mas esse em particular desperta nosso interesse pessoal, não apenas pelo numero de mortes que esse dia representa, mas também pelas questões sociais que ele nos leva a dissertar sobre. Vale lembrar que esse feriado é nacional e é decreto em muitos países do mundo, hoje, a maioria do mundo capitalista está descansando em nome do dia dos trabalhadores e ainda assim poucos sabem o que significa essa data e muito se vê sobre greve trabalhista e exigência de direitos ainda nos dias de hoje.
     1º de maio trata sobre o ano de 1886 quando os EUA estava sob greve geral por direitos trabalhistas, como a redução da jornada de trabalho que eram 13 horas diárias e os protestantes reivindicavam que esse numero fosse reduzido à 8 horas. O movimento teve diversos episódios marcantes nos quais muitos trabalhadores morreram em combates com a polícia bem armada que ocorreram, em sua maioria, entre os meses de maio e abril. Em 1889 o Congresso Socialista francês determinou o dia de hoje como aquele que marcaria na lembrança da população mundial o processo histórico das nossas conquistas como trabalhadores. O dia foi oficialmente considerado feriado no Brasil em 1925 durante o governo de Artur Bernardes.
     Esta data também representa outros momentos importantes da política do nosso país, foi em primeiro de maio de 1940 que Vargas definiu o salário minimo que supriria as necessidades básicas da família brasileira (hoje na casa dos 545 reais), exatamente um ano mais tarde foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores. 
     É visível o caráter ilustrativo dessa data uma vez que poucos conhecem seu verdadeiro significado. Quanto o dia de hoje representa para nós brasileiros que apenas neste século vê seus direitos trabalhistas realmente em vigência, que até o governo FHC não tinha condição humana de trabalho, nem salário mínimo adequado, nem a formação necessária ou mesmo a liberdade de consumidor? Deveríamos então considerar a ascensão do PT com a consolidação do governo Lula e de suas reformas trabalhistas como o marco da conquista  dos trabalhadores brasileiros? Parece-me mais coerente do que o primeiro de maio, que também é 'comemorado' em países europeus que, sabemos, passam por um momento econômico delicado e é enriquecido por diárias manifestações da insatisfação dos trabalhadores. 
     Diante disso, a conquista dos trabalhadores estadunidense há mais de um século atrás já não satisfaz o sentimento de orgulho do trabalhador, uma vez que suas necessidades e contexto hoje são outros. A indústria mudou, as áreas com demanda de emprego mudaram, o mercado consumidor mudou e a mentalidade do trabalhador também mudou. Podemos marcar o primeiro de maio como marco histórico, mas não como dia do trabalhador brasileiro, esse dia são todos os dias que compõem o processo de valorização do trabalhador, envolvendo não só a carga horária, o salário mínimo, as medidas de segurança, mas também o sistema educacional, de saúde, entre outros que dão base e segurança à vida saudável e próspera daqueles que são a sustentação e a força da família, da produção industrial, da movimentação do capital e de outros tantos  aspectos valorizados no sistema capitalista de produção ao qual estamos submetidos.
Descanse trabalhador neste dia, que amanhã a vida continua!

terça-feira, 10 de abril de 2012

NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE


A Marcha Mundial das Mulheres se soma ao Movimento de Mulheres Camponesas  a este sentimento de indignação frente ao assassinato desta lutadora do amazonas e também conclamamos por justiça!
Que todas estas mortes sejam punidas com o rigor da lei, e neste momento que as autoridades assumam a sua obrigação de zelar e proteger as pessoas que lutam nesta região.

Em solidariedade a todas que lutam!
Marcha Mundial das Mulheres
Logo_mmc_timbre
NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE
Nós do Movimento de Mulheres Camponesas, diante dos fatos ocorridos em Lábrea / AM, queremos manifestar nossa indignação pela ineficácia das autoridades.
Mais uma vez deparamos com as impunidades que rondam nosso Brasil, no dia 30 de março foi assassinada com tiros no peito a companheira Dinhana Nink de 28 anos, na frente de seu filho de 5 anos de idade. Dinhana era agroextrativista do município de Lábrea / AM. Motivada por um sentimento nobre, de coerência com seus princípios de preservação da biodiversidade e contra o desmatamento ilegal, foi levada a denunciar a extração ilegal de árvores na Amazônia. O crime foi uma represália pelo fato de Dinhana ter denunciado Sueli Arraia e o filho Jeferson Arraia, pela prática ilegal de extração de madeira, no sul do Amazonas.
Desde a denúncia, Dinhana já vinha sofrendo várias ameaças, e, estas foram cumpridas. Foi agredida fisicamente por Jeferson Arraia e teve sua casa incendiada em novembro do ano passado, e, em virtude destes fatos, atualmente estava morando no município de Nova Califórnia – RO.

São inúmeras as lideranças ameaçadas por madeireiros, grileiros e pistoleiros na região amazônica. Como a morte de Maria do Espírito Santo e do seu esposo José Claudio Ribeiro da Silva, no Pará, em 2011. Coincidentemente, ou não, no mesmo dia em que foi aprovado, na Câmara dos Deputados, o novo Código Florestal, criticado por organizações sociais e líderes ambientais, Também devemos considerar que, a maioria das lideranças mortas e que ainda sofrem ameaças estão engajadas na defesa das florestas e da conservação da biodiversidade. Há um grande interesse financeiro por trás de todas e estas mortes. Mostra da ineficiência e a falta de presença do estado para coibir as atrocidades do latifúndio e do capital.
Exigimos das autoridades a apuração dos fatos ocorridos e que sejam tomadas as devidas providências, pois a impunidade só gera mais injustiças!
Nossa solidariedade á família e a comunidade de Lábrea, pela perda de mais uma grande lutadora incansável pela defesa da Amazônia Brasileira.
“Fortalecer a Luta em Defesa da Vida, Todos os Dias”!
Movimento de Mulheres Camponesas – MMC Brasil
FONTE
marcha-sp mailing list
marcha-sp@lists.resist.ca
https://lists.resist.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/marcha-sp

domingo, 8 de abril de 2012

As escolhas da juventude mudaram a nossa história

 
 
Che, Pagú, Zumbi e Chico Mendes têm duas coisas em comum: mudaram os rumos da história e as escolhas que tomaram na juventude foram fundamentais para as transformações que eles protagonizaram.

Pela primeira vez no Brasil os jovens tem sido levados a sério. O governo Lula duplicou as vagas nas universidades federais, criou o PROUNI e o PROJOVEM, valorizou o salário mínimo e tem gerado crescimento econômico com distribuição de renda, diminuindo a desigualdade social e fazendo do nosso país uma nação respeitada no mundo.

Este ano, teremos eleições para presidente, governador, deputados e senadores e se você têm 16 anos, ou irá completar até 03 de outubro, já pode tirar seu título de eleitor e participar destas eleições. O voto é um importante instrumento para fazer valer suas opiniões.

O prazo para o alistamento eleitoral termina no dia 05 de maio, e para tirar o título o jovem deve comparecer até o cartório eleitoral mais próximo da sua residência, munido de documento de identidade e comprovante de residência. Os trâmites podem ser adiantados através do Título Net, no site do TSE (clique aqui para ir ao Título Net).


Você pode ser parte da mudança do Brasil. Vote aos 16 anos.

Tire seu título de eleitor e participe da construção deste novo país que está nascendo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Formação Política - Macro Campinas PT

Companheiro (as) da Macro Campinas PT
A Macro Campinas realiza curso de formação que acontecerá em quatro cidades no mês de Abril.

Na cidade de Paulínia o curso será no dia 14 de abril, das 9H às 17H, no Diretório do PT Paulínia. As vagas serão  limitadas a 50 participantes inscritos.

Segue em anexo  Ficha de Inscrição para Formação da Macro Campinas do PT. O período de Inscrições vai até o dia 10 de Abril 2012, as fichas terão que ser devolvidas preenchidas no e-mail ptmacrocampinas@terra.com.br
 

Dúvida entre em contato.
 
Saudações Petistas
 
Coletivo de Formação da Macro Campinas
(19) 3231-4424

quarta-feira, 21 de março de 2012

FST 2012 POA - RS

A juventude do PT Paulínia contou com representantes durante o Forum Social Temático 2012, muitas discussões foram feitas e experiências vividas.

Algumas fotos da Casa de Cultura Mario Quintana que abrigou as discussões do Fórum Conexões Globais 2.0




















quinta-feira, 15 de março de 2012

Resolução Política do Diretório Nacional do PT




Resolução Política do Diretório Nacional do PT

Brasília, 09 de fevereiro de 2012

Texto final, referendado pela Comissão Executiva Nacional em 15/03/2012, por delegação do Diretório Nacional

O Diretório Nacional do PT, reunido em Brasília na oportunidade em que comemoramos os 32 anos do PT, constata mais uma vez a trajetória vitoriosa de nosso partido, que tem contribuído decisivamente para importantes mudanças na vida nacional no sentido da igualdade social, da democracia, da soberania e da presença internacional do Brasil. Somos um partido do socialismo democrático que defende a igualdade de direitos de gênero, e a prática, passando a ter na sua direção paridade de mulheres e homens, que incorpora a luta contra o racismo no seu funcionamento, que traz a juventude para exercer um papel destacado na construção do partido, que busca fortalecer a organização de base e a auto-sustentação financeira.

O nosso governo, dirigido pela presidenta Dilma, ao completar seu primeiro ano, deu evidente prosseguimento às transformações econômicas e sociais que já eram marca do governo Lula. Este é também o sentimento popular colhido por recentes pesquisas de opinião feitas por dois importantes institutos nacionais, onde o desempenho de Dilma aparece com 56 a 59% de ótimo e bom, uma marca inédita ao final do primeiro ano de governo. Comemoramos a popularidade da presidente Dilma, mas é fundamental que isso não nos faça baixar a guarda. Somos um país ainda com profunda desigualdade social, há agudos problemas na economia internacional, acompanhada de uma forte ofensiva ideológica conservadora no mundo, em execução também pela oposição ao governo em nosso país.

O ano que passou foi positivo para o país e para nosso governo. Além do amplo apoio da sociedade, a maioria dos deputados federais, senadores, e os partidos da base, deram respaldo aos projetos e medidas do governo. Não vingou a campanha de setores de oposição que buscavam desestabilizar o governo através de seguidas denuncias de corrupção em ministérios. Nosso governo soube dar as respostas adequadas às suspeitas levantadas, ao mesmo tempo tomando medidas onde havia suspeitas de corrupção e preservando a governabilidade.

O fato mais marcante desta passagem de ano foi uma crise no Judiciário, que remete à necessária continuação da reforma neste Poder, que, entre outras medidas para sua eficiência, acesso equitativo de todos à prestação da Justiça, e transparência, teve com a criação do Conselho Nacional de Justiça em 2004 um significativo avanço. Para isso muito contribuiu o governo Lula especialmente com a Secretaria da Reforma do Judiciário no Ministério da Justiça. A continuação deste processo de reforma se insere no necessário prosseguimento da reforma do Estado brasileiro.

Tivemos um ano de crescimento moderado, fruto da situação mundial e de medidas governamentais que objetivavam conter as pressões inflacionárias. Mesmo assim conseguimos manter uma elevada geração de empregos (quase 2 milhões de novos empregos) e avançar no processo de formalização do mercado de trabalho. A participação dos salários no PIB, que em 2003 era 38,8%,chegou no ano passado a 46,9%. A pobreza também diminuiu: o número de pessoas que ganham até meio salário mínimo reduziu-sede 29% para 26%durante o ano passado. A desigualdade também caiu: o índice de Gini variou de 0,49 para 0,41. Foram contidas as pressões inflacionárias verificadas no começo do ano. A inflação brasileira fechou 2011dentro do limite da meta (6,5%), apresentando clara tendência baixista no final do ano. O emprego cresceu, mas o grosso dos postos de trabalho gerados foi criado no setor de serviços e construção civil com salários de até 1,5 salários mínimos. Embora baixo o índice de desemprego, ele é maior entre as camadas de menor renda. É importante se manter atento à questão industrial e à qualidade do emprego gerado para continuar avançando no processo de distribuição de renda.

Outro fato importante de 2011 foi a trajetória de queda na taxa de juros brasileira, condição para o Brasil elevar sua taxa de investimentos na produção e na infraestrutura, financiar os consumidores e as empresas, reduzir o custo da dívida pública, permitindo assim que o PIB cresça a taxas mais elevadas sem gerar pressões inflacionárias internas. O Partido dos Trabalhadores considera que há condições para acelerar de forma sustentável a redução da taxa de juros, redução que se faz necessária também no setor privado.

O novo ano se inicia com um novo salário mínimo de R$ 622, o que representa 7,5% de crescimento real no poder de compra dos trabalhadores. Três outras medidas do governo marcam o início de 2012. Em primeiro lugar, a ampliação do programa “Supersimples”, que irá beneficiar 67% dos contribuintes pessoa jurídica com reduções na alíquota de impostos e desburocratização, ajudará a dinamizar o setor de micro e pequenas empresas. Em segundo lugar, a ampliação da meta de construção de casas populares no programa “Minha Casa, Minha Vida” em mais de 400 mil unidades, além das 2 milhões anteriormente previstas, focando particularmente as famílias de renda mais baixa. Em terceiro lugar a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas.

Não é verdade que acabou a disputa ideológica e política sobre as privatizações. Em primeiro lugar, porque se trata de um embate entre modelos econômicos com finalidades distintas e estratégias diferentes. O modelo tucano é privatizante. Seu objetivo sempre foi o de implantar o “Estado Mínimo” e retirar o Estado da atividade econômica. O nosso modelo não é privatizante. Pelo contrário: supõe a ampliação do papel regulador e fiscalizador do Estado, dando-lhe ao mesmo tempo a função de induzir e coordenar o desenvolvimento. Os tucanos sucatearam e atrofiaram o setor produtivo estatal; nós o fortalecemos, com base na convicção de que o progresso econômico e social do país exige  um setor estatal vigoroso. Em segundo lugar, as privatizações tucanas faziam parte de uma política macroeconômica neoliberal, cujo resultado foi o baixo crescimento econômico, a financeirização da economia, o aumento dependência externa e do desemprego. Hoje, o país tem uma política macroeconômica, cujo resultado é um ciclo de crescimento, com vasta distribuição de renda, geração de empregos e inclusão social. Em terceiro lugar, existe uma diferença fundamental entre transferir a propriedade do patrimônio público, de modo definitivo, e conceder temporariamente o seu uso, com regras severas e transparentes a serem fiscalizadas pelo próprio Estado. Na era tucana, empresas públicas, como a Vale do Rio do Doce e tantas outras, foram vendidas a preços irrisórios mediante processos questionáveis. No caso atual, a operação de alguns aeroportos está sendo concedida, com toda transparência, por 20 ou 30 anos, ficando o poder público como sócio da nova empresa operadora, através dos 49% do capital da Infraero. Antes, as empresas eram torradas na bacia das almas, a preços de compadre. Agora, concessões pontuais e localizadas são feitas criteriosamente, preservando o interesse público. Essas diferenças estruturais revelam a má fé dos tucanos quando falam de suposta semelhança ideológica. Entre as concessões do atual governo e a privataria tucana não existe nada em comum.

No campo social, no ano que passou, além da implementação do plano Brasil sem Miséria, um exemplo do compromisso do governo federal com as questões sociais relevantes no país é o Sisu, que disponibilizará 108 mil vagas em instituições públicas do ensino superior para alunos que prestaram o Enem. Temos plena consciência de que, apesar dos avanços, a universalização de educação de qualidade, ligada ao desenvolvimento científico e tecnológico, continua um dos desafios estratégicos que nosso país precisa superar. 

O governo do Estado de São Paulo tratou como caso de polícia as mil e quinhentas famílias brutalmente despejadas de suas casas, sem alternativa, num bairro de São José dos Campos. Só após a reação indignada da sociedade, inclusive de nosso partido, e de representantes de nosso governo nacional, o governo do Estado e a prefeitura tucana da cidade passaram a considerar a solução social. O PT julga necessária a busca de reparação das vítimas, a responsabilização criminal e civil dos agentes públicos envolvidos, e, tão importante quanto, a busca de soluções permanentes que impeçam as arbitrariedades hoje facultadas aos Poderes públicos em situações limite em conflitos sociais como este.

Muito diferente foi a ação do governo petista e do governo federal na greve dos policiais da Bahia. Ao contrário das famílias violentamente despejadas que pacificamente defendiam seu direito de morar em São José dos Campos, policiais militares baianos entraram em greve, muitos deles munidos de armas, com ações violentas e ameaças, indo além do direito de greve, que o PT sempre defendeu e continua defendendo. A reação firme e necessária, buscando evitar que prossiga e se consume violência, não significa desconhecer a necessidade de continuar elevando o salário real dos trabalhadores da segurança pública, como nossos governos tem implementado no plano federal, estadual e municipal.

Além dos desafios econômicos, este novo ano será marcado por uma série de desafios políticos para o PT e os partidos aliados. Persiste não resolvido o tema da Reforma Política. Avançar institucionalmente na democracia é questão estratégica para um Brasil melhor e mais justo, inclusive para que se viabilizem as reformas econômicas e sociais necessárias. O PT continuará esta batalha, dialogando intensamente com os aliados, com os movimentos sociais e as outras forças políticas, e pedirá também o empenho de nosso governo para este objetivo.

Outra campanha importante que o PT lançou e na qual avançará em 2012 é a campanha pela democratização dos meios de comunicação de massa, que aperfeiçoa nosso processo democrático ao dar voz a todos os setores da sociedade. E 2012 será o ano da Comissão da Verdade, quando o PT estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia durante o período da ditadura militar, elemento político e ideológico de extrema importância para todas as gerações, seja aquelas que viveram aquele período, seja a juventude que nasceu quando as eleições em todos os níveis e a liberdade de expressão haviam sido reestabelecidas, e de extrema importância também hoje na defesa dos direitos humanos.

A agenda legislativa deste ano traz de volta ao debate público o Código Florestal, que volta para a Câmara, após intenso debate no Senado, onde se conseguiu alguma redução nos danos causados pelo projeto originalmente aprovado. O PT reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, tanto ambiental quanto socialmente.

A aprovação do FUNPRESP, Fundo de Previdência Complementar dos Servidores, é um tema destacado da agenda. Outros grandes temas na pauta legislativa que devemos impulsionar este ano é a votação da PEC do Trabalho Escravo. Além disso, devemos no Senado buscar a votação do Estatuto da Juventude, que estabelece princípios e diretrizes a serem adotados pelo poder público em relação aos jovens, e que foi aprovado em outubro passado pela Câmara dos Deputados, após sete anos de tramitação.

O ano de 2012 também terá importante decisão legislativa da divisão sobre os royalties do Pré-sal. As riquezas energéticas encontradas na camada Pré-sal podem assegurar superávits na conta corrente de relações econômicas internacionais, ampliar significativamente os investimentos em educação, ciência e tecnologia, vitais para o nosso desenvolvimento e para nossa posição no cenário internacional. Portanto, não podemos olhar as receitas daí obtidas apenas do ponto de vista do orçamento dos estados produtores.

No ano em que se realiza a Rio + 20, conferência internacional sobre o clima e desenvolvimento sustentável, mais que sediar o evento, o Brasil deve demonstrar que prossegue no papel relevante nas negociações internacionais a respeito do tema ambiental, como o foi na última reunião de Copenhague sobre o clima. Será um momento privilegiado para reafirmar nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, mostrando e defendendo as experiências bem sucedidas neste campo e contribuindo para a busca de avanços nos acordos climáticos internacionais. Os debates realizados em Porto Alegre, no Fórum Social Temático de 2012, sobre a crise capitalista e a justiça social e ambiental, podem servir como base para a apresentação de propostas na Rio + 20, sempre refletindo nosso compromisso com o desenvolvimento e a sustentabilidade ambiental.

O PT saúda também, vivamente, a oportunidade de prestar solidariedade ativa ao povo palestino em luta por seu Estado nacional, propiciada pelo Fórum Social Palestina Livre, convocado para Porto Alegre entre os dias 27 a 29 de novembro de 2012. Desde já, o PT se associa a esta iniciativa por sua militância nos movimentos sociais já envolvidos na organização deste novo evento do Fórum Social Mundial em nosso país.

Ao mesmo tempo, temos pela frente uma conjuntura na qual se destacam as eleições municipais. Será uma disputa político-eleitoral, para a qual o PT buscará elaborar diretrizes programáticas comuns aos municípios, ligando o desenvolvimento local à sustentabilidade social e ambiental, e à democracia, atualizando o modo petista de governar e legislar a partir dos avanços já obtidos no governo federal, nos estados e cidades que governamos. Da soma destes governos resultou uma mudança concreta na vida do povo brasileiro, consolidando o PT como uma referência mundial contra o neoliberalismo e suas crises.

O processo interno de preparação do PT para as eleições municipais manifestou até aqui grandes demonstrações de unidade partidária. Entramos agora numa fase importante de decisões internas de nomes para as prefeituras e câmaras municipais, de tática eleitoral, de alianças, de elaboração de programa de governo, que será acompanhado pela direção nacional em conjunto com as direções estaduais. Mesmo onde há as legitimas disputas, seja de nomes, seja de tática eleitoral, o respeito às regras estabelecidas pelo Estatuto, Código de Ética, pelo 4º Congresso e pela Direção Nacional, é essencial para que, concluído o processo, o partido vá unido para a disputa.

Como partido líder na preferência nacional, identificado com as realizações dos governos Lula e Dilma, fortalecido por uma militância incomparável, o PT prepara-se para as eleições de 2012 com o objetivo de consolidar seu crescimento nacional e de ampliar a base política de apoio ao governo da presidenta Dilma. Em face dos sucessos da cooperação federativa reivindicada pelos municípios e impulsionada pelo nosso governo nacional, é importante renovar o compromisso dos municípios com as políticas públicas federais. Muitas delas têm seu nascedouro no modo petista de governar, um conjunto de definições construídas a partir de experiências bem sucedidas de gestão municipal e estadual que precederam a conquista do governo nacional. Defenderemos na campanha um novo ciclo de reformas implementadas pelo poder local, que amplie as políticas sociais, a qualidade dos serviços públicos, a participação popular, o desenvolvimento da economia e da infraestrutura no âmbito municipal.

A nossa perspectiva neste ano é prosseguir a trajetória de ampliar nossa força e presença nas instituições municipais. O 4º Congresso quis que, antes de tudo, o PT afirmasse na sociedade a sua singularidade, seu papel como partido de esquerda e principal dirigente do Executivo nacional, e continuasse ampliando sua força nas bases locais. Daí a prioridade a candidaturas próprias, sem descartar que, em alguns locais, a melhor tática eleitoral pode ser a aliança com outro partido da base na cabeça da chapa, desde que isso não signifique um enfraquecimento de nosso partido. As nossas vitórias serão facilitadas pela conjuntura nacional favorável, mas dependerão, sobretudo, em cada uma das cidades, da confiança popular em nossas lideranças locais, da capacidade de construir alianças, e do firme propósito de continuar no plano local os sucessos de nosso governo nacional, expressando nossos objetivos num adequado programa de governo da cidade. Para contribuir com nossas candidaturas às prefeituras e câmaras municipais e com nossos dirigentes locais, a Direção Nacional realizará no primeiro semestre a Conferência Eleitoral Nacional, a Conferência sobre Programa de Governo Municipal, e a Escola Nacional de Formação realizará cursos em todo o país.

A conjuntura de 2012 continua tendo como principal determinante a capacidade de enfrentar a crise econômica internacional, que gera grande instabilidade política e econômica no mundo, sobretudo em razão de seu agravamento na Europa. A partir da pressão do Banco Central Europeu e do FMI, os governos das economias daquele continente promovem um profundo e impopular corte nas despesas públicas para saldar suas dívidas seguindo o conhecido receituário neoliberal –, o que está provocando grave recessão e estrangulamento da economia e dos direitos sociais em vários países, além de ampliar o desemprego e a pobreza. O resultado político deste processo tem sido um aumento dos protestos populares e a derrota eleitoral dos governos que implementaram os ajustes econômicos, inclusive os de esquerda. Em contrapartida, os partidos de extrema direita vêm crescendo eleitoralmente. A própria democracia é posta em questão, quando, a partir da pressão política externa da Comissão Européia, governos de países como Grécia e Itália são substituídos por uma composição de tecnocratas.

A crise econômica se faz acompanhar também por uma crise das organizações internacionais, que tem se mostrado incapazes de articular e propor soluções negociadas tanto para os conflitos econômicos quanto para os políticos. Neste cenário, crescem os temores de aumento dos enfrentamentos militares e das tentativas de ingerência externa armada em países como a Síria e o Irã. O PT reafirma sua posição contrária a intervenções dessa natureza e a favor das soluções negociadas.

Os governos progressistas da América Latina, por sua vez, tem enfrentado a crise e seus efeitos com muito maior eficácia, graças à adoção de um modelo que vai no sentido oposto daquele que vem sendo aplicado nos países europeus. Mesmo diante da crise, tais governos optaram por fortalecer o papel do Estado e das políticas sociais no desenvolvimento econômico e na distribuição da renda. Os resultados tem sido índices relativamente altos de crescimento, combinados com uma diminuição da desigualdade e da pobreza, o que explica a boa base de apoio popular que esses governos possuem. O desafio agora é, mesmo diante da crise capitalista internacional, aprofundar seus projetos de desenvolvimento econômico e social, o que reforça a necessidade do avanço e fortalecimento do projeto de integração latino-americana. Esta deve ser a evidente prioridade da política externa de nosso governo e da política internacional do PT, como reafirmado na recente viagem da presidente Dilma para Cuba e Haiti.

A Direção Nacional do PT conclama a militância do partido a se engajar nas disputas políticas que marcarão o ano de 2012, a garantir as vitórias nas eleições municipais, a continuar as lutas sociais, com a certeza de que o Brasil segue no caminho correto, do desenvolvimento integral, do desenvolvimento sustentável, da igualdade social, do aperfeiçoamento da democracia, e de uma política internacional soberana presidida por estes mesmos objetivos.

Brasília, 09 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Debate dia 03

O jovem sempre representou importante papel  no processo de desenvolvimento político do Brasil, temos exemplos claros da atuação decisiva do jovem em diversos momentos da história do nosso país. A juventude do século XXI, apesar de viver em um contexto político extremamente diferente das décadas passadas não se mostra alheia a questões de políticas públicas, ao contrário do que dizem as grandes mídias, e representa papel determinante em ações de âmbito nacional. Tal importância, no entanto, não é valorizada pelo grupo majoritário dentro dos partidos. Hoje em dia o PT apresenta um diferencial em relação aos outros partidos: jovens filiados militantes e articulados. O grupo da JPT se estende por todo o território nacional e nos municípios de São Paulo vem elegendo vereadores e secretários, fato que representa um grande passo no processo de democratização do poder.
O PT Paulínia também pode ser beneficiado pela ação da juventude e a juventude paulinense deve fazer parte desse momento de crescimento populacional e desenvolvimento econômico acelerados que vivencia  nos últimos anos. Para isso, é necessário desenvolver e pontuar as prioridades que o jovem visa para reformas políticas na cidade. Hoje, será o ponto de partida da articulação da JPTPLN, que ajudará, ao lado do Dixon, a transformar a realidade cômica da prefeitura paulinense através da formulação de propostas e projetos com caráter de trabalho político e social.
Em primeiro lugar, a construção de um espaço para a atuação politica do jovem é fundamental, e, como foi muito frisado no II Congresso Estadual da JPT SP, atrair a juventude para a militância é uma difícil missão que nunca será cumprida sem um trabalho de conscientização. Portanto, a ideia é, numa Paulínia de prefeitura PTista, criar um programa de palestras dentro das escolas municipais organizada pela JPT que mostre aos estudantes a importância de ser um cidadão crítico e como os grêmios estudantis podem se estruturar e agir dentro das instituições.
A divulgação de ideias e a socialização dos debates também é essencial para tornar o jovem parte das decisões políticas, diante disso, um informativo PTista que alcance todos os bairros da cidade, com conteúdo de qualidade e fundamentado, linguagem simples e temas atrativos e coerentes a realidade da população se mostra eficaz, tanto para o fortalecimento do partido quanto para o processo de conscientização política. Esse meio de comunicação também faria da JPT um grupo produtor de conhecimento e formador de opiniões.
Além disso, apesar do posto de polo cinematográfico que Paulínia ocupa, a produção cultural não é foco da atual gestão, as aulas gratuitas de dança, teatro e esportivas oferecidas pela prefeitura não visa a continuidade do trabalho, os grupos de teatro se renovam a cada ano e o projeto continua o mesmo sem haver a preocupação de fazer um trabalho que realmente forme artistas e atletas. A JPT propõe que o PT desenvolva um trabalho cultural e publico que, além de desenvolver as habilidades do jovem dê um incentivo real para aqueles que apresentam talento se profissionalizem com qualidade na área de interesse. O sucesso de um projeto como esse ofereceria ao jovem um espaço seguro de lazer, hábitos cotidianos saudáveis e possibilidade evidente de formação e ascensão profissionais e, no futuro, reverteria prestígios para a cidade.
A juventude também é a principal interessada nas questões ambientais. Paulínia é uma das cidades brasileiras que mais poluem a atmosfera, algo difícil de evitar, o que não justifica a quantidade de lixo que se vê espalhado pelas ruas e a grande porcentagem de material reciclável que vai parar no meio ambiente. Uma cidade com os recursos econômicos que tem deve apresentar um projeto de coleta e reciclagem de lixo que reaproveite quase a totalidade do lixo produzido. Outro erro de gestão é a raridade de lixeiras que deveriam estar presentes não apenas no centro da cidade, mas também no interior dos bairros; a falta de lixeiras chega a ser um incomodo para quem transita pela cidade o dia inteiro.
Por falar em transitar, o sistema de transporte público também apresenta falhas, a distância de tempo entre um ônibus e outro é muito grande, em algumas linhas o passageiro chega a ficar até 40 minutos no ponto de ônibus em dias da semana, quando a demanda de usuários do transporte público é grande. A eficiência deste sistema implica no aumento de passageiros, ou seja, diminuição de carros em transito, os pedestres, os motoristas e o ar agradecem, uma vez que o fluxo de carros seria menor, assim como a emissão de gases do efeito estufa. 
Grande parte dos estudantes que moram em Paulínia estuda em Campinas e outras cidades da região em busca de qualidade de ensino, a prefeitura oferece para estes o transporte universitário que tem uma aplicação precária. A solução ideal para isso seria e existência de um ensino gratuito de qualidade dentro da cidade, que dispensaria a necessidade que os jovens sentem de se deslocar para outros municípios para estudar. No entanto, enquanto isso não é alcançado, o transporte universitário deve ser aprimorado de forma a atender a reclamações como o fato dos ônibus para colégios secundários ou técnicos como o poli-bentinho passarem por todos os bairros da cidade, menos no Pq. Da Represa e região; ou de que o ônibus que vai para uma universidade em Itatiba simplesmente ser tirado do roteiro em 2012, de forma que estudantes que estão prestes a concluir o ensino superior não têm meio de transporte para chegar até a instituição. Falhas como essas não podem ocorrer, a prefeitura deve dar mais atenção a essas questões que influenciam diretamente a vida do jovem paulinense.
Sugerimos ainda a realização de eventos que promovam o movimento de grupos musicais e teatrais locais, que se multiplicam a cada ano e não encontram espaço dentro da cidade para levar a diante seus projetos artísticos. É preciso que o PT faça um balanço bem estudado dos benefícios e sacrifícios que o mega evento do SWU proporciona para a cidade, uma vez que este será realizado aqui nos próximos quatro anos, o evento deve seriamente seguir na linha da sustentabilidade e não apenas fazer aquecer o mercado interno mas também oferecer oportunidades claras ao jovem, não apenas de entretenimento, mas de agente ampliador da politica da sustentabilidade e cidadão capaz de participar ativa e gratificantemente do processo de organização do evento; deve-se fazer um link entre SWU, campanhas de conscientização e escolas municipais, destacando a questão ambiental e fazendo o estudante parte integrante desse momento de desenvolvimento econômico da cidade.
A JPT PLN concorda com os tópicos apresentados anteriormente no ciclo de debates nos assuntos relacionados à inclusão social, mulheres, negros e saúde, tendo a pretensão de apoiar os projetos, elaborar as propostas com um olhar voltado para o jovem e a crença de que campanhas de conscientização ainda são o melhor meio de alcançar índices satisfatórios nas áreas de educação e saúde publicas. Acreditamos que a gestão do PT em Paulínia deve apresentar um projeto de políticas publicas que apoie, dê suporte, condição e oportunidade para que o jovem se desenvolva perante a sociedade, e não a margem dela, sem se esquecer da importância do incentivo à cultura, oferecendo um mundo de conhecimentos acessível e atrativo.
Nossa ideia é abrangente e se desenvolve através de um processo longo e estreito, no entanto nossas bandeiras tem ligação direta com o Programa de Governo do Mercadante para 2010, o que nos mostra que não enfrentaremos a luta isoladamente. Paulínia, acima de qualquer outra cidade paulista, tem condições plenas de alcançar os objetivos vigentes nos próximos anos, com Dixon prefeito e a juventude alerta.