Dia Primeiro de MAIO, a gente acorda com esse frio achando que o feriado foi a melhor coisa
que o Homem inventou, mas esse em particular desperta nosso interesse pessoal, não apenas pelo numero de mortes que esse dia representa, mas também pelas questões sociais que ele nos leva a dissertar sobre. Vale lembrar que esse feriado é nacional e é decreto em muitos países do mundo, hoje, a maioria do mundo capitalista está descansando em nome do dia dos trabalhadores e ainda assim poucos sabem o que significa essa data e muito se vê sobre greve trabalhista e exigência de direitos ainda nos dias de hoje.
1º de maio trata sobre o ano de 1886 quando os EUA estava sob greve geral por direitos trabalhistas, como a redução da jornada de trabalho que eram 13 horas diárias e os protestantes reivindicavam que esse numero fosse reduzido à 8 horas. O movimento teve diversos episódios marcantes nos quais muitos trabalhadores morreram em combates com a polícia bem armada que ocorreram, em sua maioria, entre os meses de maio e abril. Em 1889 o Congresso Socialista francês determinou o dia de hoje como aquele que marcaria na lembrança da população mundial o processo histórico das nossas conquistas como trabalhadores. O dia foi oficialmente considerado feriado no Brasil em 1925 durante o governo de Artur Bernardes.
Esta data também representa outros momentos importantes da política do nosso país, foi em primeiro de maio de 1940 que Vargas definiu o salário minimo que supriria as necessidades básicas da família brasileira (hoje na casa dos 545 reais), exatamente um ano mais tarde foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
É visível o caráter ilustrativo dessa data uma vez que poucos conhecem seu verdadeiro significado. Quanto o dia de hoje representa para nós brasileiros que apenas neste século vê seus direitos trabalhistas realmente em vigência, que até o governo FHC não tinha condição humana de trabalho, nem salário mínimo adequado, nem a formação necessária ou mesmo a liberdade de consumidor? Deveríamos então considerar a ascensão do PT com a consolidação do governo Lula e de suas reformas trabalhistas como o marco da conquista dos trabalhadores brasileiros? Parece-me mais coerente do que o primeiro de maio, que também é 'comemorado' em países europeus que, sabemos, passam por um momento econômico delicado e é enriquecido por diárias manifestações da insatisfação dos trabalhadores.
Diante disso, a conquista dos trabalhadores estadunidense há mais de um século atrás já não satisfaz o sentimento de orgulho do trabalhador, uma vez que suas necessidades e contexto hoje são outros. A indústria mudou, as áreas com demanda de emprego mudaram, o mercado consumidor mudou e a mentalidade do trabalhador também mudou. Podemos marcar o primeiro de maio como marco histórico, mas não como dia do trabalhador brasileiro, esse dia são todos os dias que compõem o processo de valorização do trabalhador, envolvendo não só a carga horária, o salário mínimo, as medidas de segurança, mas também o sistema educacional, de saúde, entre outros que dão base e segurança à vida saudável e próspera daqueles que são a sustentação e a força da família, da produção industrial, da movimentação do capital e de outros tantos aspectos valorizados no sistema capitalista de produção ao qual estamos submetidos.
Descanse trabalhador neste dia, que amanhã a vida continua!


gostei do layout, ficou melhor :)
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