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sexta-feira, 23 de março de 2012

Ensino Superior em Paulínia - SP

Mais um episódio deprimente, o descredenciamento da UNIVERSIDADE SÃO MARCOS pelo MEC gerou um séria de informações desagradáveis e desinformação pois a instituição de ensino divulgou DUAS notas abertas.

A primeira praticamente assumindo como verdade o rechaço do MEC, a outra alegando ainda não ter sido comunicada por documento oficial, segue a integra:

NOTA OFICIAL UNIVERSIDADE SÃO MARCOS
23/03/2012 - 15h30
 A Universidade São Marcos, por intermédio de seu interventor judicial Carlos Roberto Galli e sua Reitora Dra. Maria Aurélia Varella, vem a público, a respeito das notícias que estão sendo veiculadas pela imprensa, sobre o descredenciamento da Universidade pelo Ministério da Educação, informar que não há nenhuma informação oficial determinando o encerramento das atividades.
A informação contida no site do Ministério da Educação tem caráter informativo, sem qualquer respaldo oficial, e a forma de sua divulgação causou estranheza e está gerando um grande desencontro de informações entre imprensa, professores, alunos e sociedade.
Na próxima segunda feira, dia 26 de março de 2012 haverá uma reunião de esclarecimentos entre os Representantes da Universidade e a Diretoria do Ministério da Educação Dra. Marta Abramo, Dr. Samuel Feliciano e Dr. André Bucar para serem discutidas as novas diretrizes a serem seguidas, portanto, as aulas não foram interrompidas e continuam normalmente.
Pedimos a todos que aguardem um novo pronunciamento de nossa parte.
Todas as comunicações oficiais emitidas pela Universidade São Marcos serão feitas exclusivamente por este Canal.

Conjuntamente,
Intervenção Judicial e Reitoria.

Episódio que mais uma vez atinge diretamente aqueles que lutam por uma formação digna, a juventude que hoje estuda, seja em instituição pública seja na privada, fica a mercê deste tipo de embaraço.


Uma empresa educacional desorganizada, que antes do ensino prioriza sua saúde financeira, seja nesse momento extremo ou no aumento abusivo da mensalidade. Enquanto a sociedade brasileira não pressionar o governo para decidir pelo investimento massivo na educação, garantindo o empenho de 10% da nossa riqueza através do Plano Nacional da Educação, vamos utilizar saídas que agravam as desiqualdades sociais como a transferência de investimento público para instituições privadas de ensino com remendos/programas que não garantem o acesso universal ao ensino de qualidade.

A JPT Paulínia lamenta pelos jovens de toda a região que hoje não tem acesso ao ensino de qualidade e aqueles que ficaram na mão com o barco furado da São Marcos.



Propomos uma discussão séria acerca do tema e em breve vamos divulgar nossa agenda de atividades para o mês de Abril, Maio e Junho.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Resposta à materia do portaldepaulinia

A matéria publicada no dia 19 de março de 2012, assinada pela redação do portal e com título "Epidemia do crack chega a Paulínia" traz uma leitura vazia, preconceituosa e excludente que marginaliza todo o problema.

Problema e questão social nutrida principalmente por este tipo de discurso de falsa moral muito evidente neste trecho:

"A pulverização dos dependentes em cidades menores está ligada à ação que desarticulou a concentração dos usuários na Cracolândia de São Paulo, de acordo com a PM da região. Sem tem para onde ir, os usuários vieram ao Interior"

Esta passagem chega a idolatrar o plano de sangue implementado pelo governo estadual marcado por altos investimentos em munição, arma, viatura, publicidade e indices de educação, saúde e moradias ridículos que são sintomas do descaso político do tucanato.

Em outros trechos a matéria chega a ser fantasiosa:

"O consumo do crack que antes era um problemas para os grandes centros urbanos, chega em cidades de médio e pequeno porte como Paulínia."


Essa afirmação é o argumento que desloca a base da discussão e desvia o debate para apontar as consequencias, os reflexos da criminalização do usuário de substâncias ilícitas. Sendo está crimilazação, reforçada pelo discurso de falsa moral do tucanato, ponto objetivo a ser tratado pela sociedade e principalmente para os meios de comunicações.


Total repúdio a infeliz iniciativa da redação deste portal ao abordar esta questão social tão superficialmente.

O posicionamento da JPT Paulínia é pela abertura do diálogo nos pontos cruciais para que uma solução seja construída para todos e não apenas para uma parcela da sociedade. 

A má intenção de conduzir uma questão social latente é evidente na matéria e será combatida.



quarta-feira, 21 de março de 2012

FST 2012 POA - RS

A juventude do PT Paulínia contou com representantes durante o Forum Social Temático 2012, muitas discussões foram feitas e experiências vividas.

Algumas fotos da Casa de Cultura Mario Quintana que abrigou as discussões do Fórum Conexões Globais 2.0




















quinta-feira, 15 de março de 2012

Resolução Política do Diretório Nacional do PT




Resolução Política do Diretório Nacional do PT

Brasília, 09 de fevereiro de 2012

Texto final, referendado pela Comissão Executiva Nacional em 15/03/2012, por delegação do Diretório Nacional

O Diretório Nacional do PT, reunido em Brasília na oportunidade em que comemoramos os 32 anos do PT, constata mais uma vez a trajetória vitoriosa de nosso partido, que tem contribuído decisivamente para importantes mudanças na vida nacional no sentido da igualdade social, da democracia, da soberania e da presença internacional do Brasil. Somos um partido do socialismo democrático que defende a igualdade de direitos de gênero, e a prática, passando a ter na sua direção paridade de mulheres e homens, que incorpora a luta contra o racismo no seu funcionamento, que traz a juventude para exercer um papel destacado na construção do partido, que busca fortalecer a organização de base e a auto-sustentação financeira.

O nosso governo, dirigido pela presidenta Dilma, ao completar seu primeiro ano, deu evidente prosseguimento às transformações econômicas e sociais que já eram marca do governo Lula. Este é também o sentimento popular colhido por recentes pesquisas de opinião feitas por dois importantes institutos nacionais, onde o desempenho de Dilma aparece com 56 a 59% de ótimo e bom, uma marca inédita ao final do primeiro ano de governo. Comemoramos a popularidade da presidente Dilma, mas é fundamental que isso não nos faça baixar a guarda. Somos um país ainda com profunda desigualdade social, há agudos problemas na economia internacional, acompanhada de uma forte ofensiva ideológica conservadora no mundo, em execução também pela oposição ao governo em nosso país.

O ano que passou foi positivo para o país e para nosso governo. Além do amplo apoio da sociedade, a maioria dos deputados federais, senadores, e os partidos da base, deram respaldo aos projetos e medidas do governo. Não vingou a campanha de setores de oposição que buscavam desestabilizar o governo através de seguidas denuncias de corrupção em ministérios. Nosso governo soube dar as respostas adequadas às suspeitas levantadas, ao mesmo tempo tomando medidas onde havia suspeitas de corrupção e preservando a governabilidade.

O fato mais marcante desta passagem de ano foi uma crise no Judiciário, que remete à necessária continuação da reforma neste Poder, que, entre outras medidas para sua eficiência, acesso equitativo de todos à prestação da Justiça, e transparência, teve com a criação do Conselho Nacional de Justiça em 2004 um significativo avanço. Para isso muito contribuiu o governo Lula especialmente com a Secretaria da Reforma do Judiciário no Ministério da Justiça. A continuação deste processo de reforma se insere no necessário prosseguimento da reforma do Estado brasileiro.

Tivemos um ano de crescimento moderado, fruto da situação mundial e de medidas governamentais que objetivavam conter as pressões inflacionárias. Mesmo assim conseguimos manter uma elevada geração de empregos (quase 2 milhões de novos empregos) e avançar no processo de formalização do mercado de trabalho. A participação dos salários no PIB, que em 2003 era 38,8%,chegou no ano passado a 46,9%. A pobreza também diminuiu: o número de pessoas que ganham até meio salário mínimo reduziu-sede 29% para 26%durante o ano passado. A desigualdade também caiu: o índice de Gini variou de 0,49 para 0,41. Foram contidas as pressões inflacionárias verificadas no começo do ano. A inflação brasileira fechou 2011dentro do limite da meta (6,5%), apresentando clara tendência baixista no final do ano. O emprego cresceu, mas o grosso dos postos de trabalho gerados foi criado no setor de serviços e construção civil com salários de até 1,5 salários mínimos. Embora baixo o índice de desemprego, ele é maior entre as camadas de menor renda. É importante se manter atento à questão industrial e à qualidade do emprego gerado para continuar avançando no processo de distribuição de renda.

Outro fato importante de 2011 foi a trajetória de queda na taxa de juros brasileira, condição para o Brasil elevar sua taxa de investimentos na produção e na infraestrutura, financiar os consumidores e as empresas, reduzir o custo da dívida pública, permitindo assim que o PIB cresça a taxas mais elevadas sem gerar pressões inflacionárias internas. O Partido dos Trabalhadores considera que há condições para acelerar de forma sustentável a redução da taxa de juros, redução que se faz necessária também no setor privado.

O novo ano se inicia com um novo salário mínimo de R$ 622, o que representa 7,5% de crescimento real no poder de compra dos trabalhadores. Três outras medidas do governo marcam o início de 2012. Em primeiro lugar, a ampliação do programa “Supersimples”, que irá beneficiar 67% dos contribuintes pessoa jurídica com reduções na alíquota de impostos e desburocratização, ajudará a dinamizar o setor de micro e pequenas empresas. Em segundo lugar, a ampliação da meta de construção de casas populares no programa “Minha Casa, Minha Vida” em mais de 400 mil unidades, além das 2 milhões anteriormente previstas, focando particularmente as famílias de renda mais baixa. Em terceiro lugar a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas.

Não é verdade que acabou a disputa ideológica e política sobre as privatizações. Em primeiro lugar, porque se trata de um embate entre modelos econômicos com finalidades distintas e estratégias diferentes. O modelo tucano é privatizante. Seu objetivo sempre foi o de implantar o “Estado Mínimo” e retirar o Estado da atividade econômica. O nosso modelo não é privatizante. Pelo contrário: supõe a ampliação do papel regulador e fiscalizador do Estado, dando-lhe ao mesmo tempo a função de induzir e coordenar o desenvolvimento. Os tucanos sucatearam e atrofiaram o setor produtivo estatal; nós o fortalecemos, com base na convicção de que o progresso econômico e social do país exige  um setor estatal vigoroso. Em segundo lugar, as privatizações tucanas faziam parte de uma política macroeconômica neoliberal, cujo resultado foi o baixo crescimento econômico, a financeirização da economia, o aumento dependência externa e do desemprego. Hoje, o país tem uma política macroeconômica, cujo resultado é um ciclo de crescimento, com vasta distribuição de renda, geração de empregos e inclusão social. Em terceiro lugar, existe uma diferença fundamental entre transferir a propriedade do patrimônio público, de modo definitivo, e conceder temporariamente o seu uso, com regras severas e transparentes a serem fiscalizadas pelo próprio Estado. Na era tucana, empresas públicas, como a Vale do Rio do Doce e tantas outras, foram vendidas a preços irrisórios mediante processos questionáveis. No caso atual, a operação de alguns aeroportos está sendo concedida, com toda transparência, por 20 ou 30 anos, ficando o poder público como sócio da nova empresa operadora, através dos 49% do capital da Infraero. Antes, as empresas eram torradas na bacia das almas, a preços de compadre. Agora, concessões pontuais e localizadas são feitas criteriosamente, preservando o interesse público. Essas diferenças estruturais revelam a má fé dos tucanos quando falam de suposta semelhança ideológica. Entre as concessões do atual governo e a privataria tucana não existe nada em comum.

No campo social, no ano que passou, além da implementação do plano Brasil sem Miséria, um exemplo do compromisso do governo federal com as questões sociais relevantes no país é o Sisu, que disponibilizará 108 mil vagas em instituições públicas do ensino superior para alunos que prestaram o Enem. Temos plena consciência de que, apesar dos avanços, a universalização de educação de qualidade, ligada ao desenvolvimento científico e tecnológico, continua um dos desafios estratégicos que nosso país precisa superar. 

O governo do Estado de São Paulo tratou como caso de polícia as mil e quinhentas famílias brutalmente despejadas de suas casas, sem alternativa, num bairro de São José dos Campos. Só após a reação indignada da sociedade, inclusive de nosso partido, e de representantes de nosso governo nacional, o governo do Estado e a prefeitura tucana da cidade passaram a considerar a solução social. O PT julga necessária a busca de reparação das vítimas, a responsabilização criminal e civil dos agentes públicos envolvidos, e, tão importante quanto, a busca de soluções permanentes que impeçam as arbitrariedades hoje facultadas aos Poderes públicos em situações limite em conflitos sociais como este.

Muito diferente foi a ação do governo petista e do governo federal na greve dos policiais da Bahia. Ao contrário das famílias violentamente despejadas que pacificamente defendiam seu direito de morar em São José dos Campos, policiais militares baianos entraram em greve, muitos deles munidos de armas, com ações violentas e ameaças, indo além do direito de greve, que o PT sempre defendeu e continua defendendo. A reação firme e necessária, buscando evitar que prossiga e se consume violência, não significa desconhecer a necessidade de continuar elevando o salário real dos trabalhadores da segurança pública, como nossos governos tem implementado no plano federal, estadual e municipal.

Além dos desafios econômicos, este novo ano será marcado por uma série de desafios políticos para o PT e os partidos aliados. Persiste não resolvido o tema da Reforma Política. Avançar institucionalmente na democracia é questão estratégica para um Brasil melhor e mais justo, inclusive para que se viabilizem as reformas econômicas e sociais necessárias. O PT continuará esta batalha, dialogando intensamente com os aliados, com os movimentos sociais e as outras forças políticas, e pedirá também o empenho de nosso governo para este objetivo.

Outra campanha importante que o PT lançou e na qual avançará em 2012 é a campanha pela democratização dos meios de comunicação de massa, que aperfeiçoa nosso processo democrático ao dar voz a todos os setores da sociedade. E 2012 será o ano da Comissão da Verdade, quando o PT estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia durante o período da ditadura militar, elemento político e ideológico de extrema importância para todas as gerações, seja aquelas que viveram aquele período, seja a juventude que nasceu quando as eleições em todos os níveis e a liberdade de expressão haviam sido reestabelecidas, e de extrema importância também hoje na defesa dos direitos humanos.

A agenda legislativa deste ano traz de volta ao debate público o Código Florestal, que volta para a Câmara, após intenso debate no Senado, onde se conseguiu alguma redução nos danos causados pelo projeto originalmente aprovado. O PT reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, tanto ambiental quanto socialmente.

A aprovação do FUNPRESP, Fundo de Previdência Complementar dos Servidores, é um tema destacado da agenda. Outros grandes temas na pauta legislativa que devemos impulsionar este ano é a votação da PEC do Trabalho Escravo. Além disso, devemos no Senado buscar a votação do Estatuto da Juventude, que estabelece princípios e diretrizes a serem adotados pelo poder público em relação aos jovens, e que foi aprovado em outubro passado pela Câmara dos Deputados, após sete anos de tramitação.

O ano de 2012 também terá importante decisão legislativa da divisão sobre os royalties do Pré-sal. As riquezas energéticas encontradas na camada Pré-sal podem assegurar superávits na conta corrente de relações econômicas internacionais, ampliar significativamente os investimentos em educação, ciência e tecnologia, vitais para o nosso desenvolvimento e para nossa posição no cenário internacional. Portanto, não podemos olhar as receitas daí obtidas apenas do ponto de vista do orçamento dos estados produtores.

No ano em que se realiza a Rio + 20, conferência internacional sobre o clima e desenvolvimento sustentável, mais que sediar o evento, o Brasil deve demonstrar que prossegue no papel relevante nas negociações internacionais a respeito do tema ambiental, como o foi na última reunião de Copenhague sobre o clima. Será um momento privilegiado para reafirmar nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, mostrando e defendendo as experiências bem sucedidas neste campo e contribuindo para a busca de avanços nos acordos climáticos internacionais. Os debates realizados em Porto Alegre, no Fórum Social Temático de 2012, sobre a crise capitalista e a justiça social e ambiental, podem servir como base para a apresentação de propostas na Rio + 20, sempre refletindo nosso compromisso com o desenvolvimento e a sustentabilidade ambiental.

O PT saúda também, vivamente, a oportunidade de prestar solidariedade ativa ao povo palestino em luta por seu Estado nacional, propiciada pelo Fórum Social Palestina Livre, convocado para Porto Alegre entre os dias 27 a 29 de novembro de 2012. Desde já, o PT se associa a esta iniciativa por sua militância nos movimentos sociais já envolvidos na organização deste novo evento do Fórum Social Mundial em nosso país.

Ao mesmo tempo, temos pela frente uma conjuntura na qual se destacam as eleições municipais. Será uma disputa político-eleitoral, para a qual o PT buscará elaborar diretrizes programáticas comuns aos municípios, ligando o desenvolvimento local à sustentabilidade social e ambiental, e à democracia, atualizando o modo petista de governar e legislar a partir dos avanços já obtidos no governo federal, nos estados e cidades que governamos. Da soma destes governos resultou uma mudança concreta na vida do povo brasileiro, consolidando o PT como uma referência mundial contra o neoliberalismo e suas crises.

O processo interno de preparação do PT para as eleições municipais manifestou até aqui grandes demonstrações de unidade partidária. Entramos agora numa fase importante de decisões internas de nomes para as prefeituras e câmaras municipais, de tática eleitoral, de alianças, de elaboração de programa de governo, que será acompanhado pela direção nacional em conjunto com as direções estaduais. Mesmo onde há as legitimas disputas, seja de nomes, seja de tática eleitoral, o respeito às regras estabelecidas pelo Estatuto, Código de Ética, pelo 4º Congresso e pela Direção Nacional, é essencial para que, concluído o processo, o partido vá unido para a disputa.

Como partido líder na preferência nacional, identificado com as realizações dos governos Lula e Dilma, fortalecido por uma militância incomparável, o PT prepara-se para as eleições de 2012 com o objetivo de consolidar seu crescimento nacional e de ampliar a base política de apoio ao governo da presidenta Dilma. Em face dos sucessos da cooperação federativa reivindicada pelos municípios e impulsionada pelo nosso governo nacional, é importante renovar o compromisso dos municípios com as políticas públicas federais. Muitas delas têm seu nascedouro no modo petista de governar, um conjunto de definições construídas a partir de experiências bem sucedidas de gestão municipal e estadual que precederam a conquista do governo nacional. Defenderemos na campanha um novo ciclo de reformas implementadas pelo poder local, que amplie as políticas sociais, a qualidade dos serviços públicos, a participação popular, o desenvolvimento da economia e da infraestrutura no âmbito municipal.

A nossa perspectiva neste ano é prosseguir a trajetória de ampliar nossa força e presença nas instituições municipais. O 4º Congresso quis que, antes de tudo, o PT afirmasse na sociedade a sua singularidade, seu papel como partido de esquerda e principal dirigente do Executivo nacional, e continuasse ampliando sua força nas bases locais. Daí a prioridade a candidaturas próprias, sem descartar que, em alguns locais, a melhor tática eleitoral pode ser a aliança com outro partido da base na cabeça da chapa, desde que isso não signifique um enfraquecimento de nosso partido. As nossas vitórias serão facilitadas pela conjuntura nacional favorável, mas dependerão, sobretudo, em cada uma das cidades, da confiança popular em nossas lideranças locais, da capacidade de construir alianças, e do firme propósito de continuar no plano local os sucessos de nosso governo nacional, expressando nossos objetivos num adequado programa de governo da cidade. Para contribuir com nossas candidaturas às prefeituras e câmaras municipais e com nossos dirigentes locais, a Direção Nacional realizará no primeiro semestre a Conferência Eleitoral Nacional, a Conferência sobre Programa de Governo Municipal, e a Escola Nacional de Formação realizará cursos em todo o país.

A conjuntura de 2012 continua tendo como principal determinante a capacidade de enfrentar a crise econômica internacional, que gera grande instabilidade política e econômica no mundo, sobretudo em razão de seu agravamento na Europa. A partir da pressão do Banco Central Europeu e do FMI, os governos das economias daquele continente promovem um profundo e impopular corte nas despesas públicas para saldar suas dívidas seguindo o conhecido receituário neoliberal –, o que está provocando grave recessão e estrangulamento da economia e dos direitos sociais em vários países, além de ampliar o desemprego e a pobreza. O resultado político deste processo tem sido um aumento dos protestos populares e a derrota eleitoral dos governos que implementaram os ajustes econômicos, inclusive os de esquerda. Em contrapartida, os partidos de extrema direita vêm crescendo eleitoralmente. A própria democracia é posta em questão, quando, a partir da pressão política externa da Comissão Européia, governos de países como Grécia e Itália são substituídos por uma composição de tecnocratas.

A crise econômica se faz acompanhar também por uma crise das organizações internacionais, que tem se mostrado incapazes de articular e propor soluções negociadas tanto para os conflitos econômicos quanto para os políticos. Neste cenário, crescem os temores de aumento dos enfrentamentos militares e das tentativas de ingerência externa armada em países como a Síria e o Irã. O PT reafirma sua posição contrária a intervenções dessa natureza e a favor das soluções negociadas.

Os governos progressistas da América Latina, por sua vez, tem enfrentado a crise e seus efeitos com muito maior eficácia, graças à adoção de um modelo que vai no sentido oposto daquele que vem sendo aplicado nos países europeus. Mesmo diante da crise, tais governos optaram por fortalecer o papel do Estado e das políticas sociais no desenvolvimento econômico e na distribuição da renda. Os resultados tem sido índices relativamente altos de crescimento, combinados com uma diminuição da desigualdade e da pobreza, o que explica a boa base de apoio popular que esses governos possuem. O desafio agora é, mesmo diante da crise capitalista internacional, aprofundar seus projetos de desenvolvimento econômico e social, o que reforça a necessidade do avanço e fortalecimento do projeto de integração latino-americana. Esta deve ser a evidente prioridade da política externa de nosso governo e da política internacional do PT, como reafirmado na recente viagem da presidente Dilma para Cuba e Haiti.

A Direção Nacional do PT conclama a militância do partido a se engajar nas disputas políticas que marcarão o ano de 2012, a garantir as vitórias nas eleições municipais, a continuar as lutas sociais, com a certeza de que o Brasil segue no caminho correto, do desenvolvimento integral, do desenvolvimento sustentável, da igualdade social, do aperfeiçoamento da democracia, e de uma política internacional soberana presidida por estes mesmos objetivos.

Brasília, 09 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

4ª Sessão Ordinária - Camâra Municipal de Paulínia


Antes mesmo de entrar no debate do item de pauta desta 4ª sessão, gostaria de chamar atenção do prefeito para a luta contra a corrupção, uma administração que não está atenta a conferência nacional de controle social tem uma dívida com o povo paulinense e a I ConSocial Paulínia foi convocada, planejada e realizada por uma Comissão Municipal com representantes de entidade da sociedade civil organizada com quase total ausência da administração municipal no evento.

O I ConSocial Paulínia ocorreu no dia 25 de fevereiro como estipulado, em sua grade de programação foi possível participar de palestrar sobre o acesso a informação como direito essencial para a cidadania, sobre o tema mais recorrente: Medidas Anti-Corrupção e o segundo momento foi dedicado para a prática cidadã. Grupos de Trabalhos sobre 4 eixos específicos, mecanismos de controle social, acesso a informação, particição popular na gestão pública e medidas anti-corrupção, em sequência todas as propostas foram apontadas, remodeladas e rediscutidas para na última fase ser elaborada uma resolução que será apresentada na pŕoxima etapa de conferências regional e nacional, está última será realizada em Brasília - DF entre os dias 18 e 20 de maio, com 5 propostas para cada eixo e ainda 5 delegados indicados para a sequencia realizada em ambito estadual.

Pauta da sessão ordinária - Paulínia - SP

- Analise de documento protocolado na Câmara solicitando a instalação de uma espécie de investigação sobre as acusações de improbidade administrativa que pesam, hoje, sobre o prefeito José Pavan jr realizadas pelo ministério público.

Com a expectativa de afastar o Pavan da máquina pública, um grupo político composto por figuras e vereadores assumiu a posição pela instalação da investigação e enxergam nítidamente a posse da vice-prefeita paulinense.

Em votação o bloco governista, Marquinos (Bola e Fiorella), Loira, Gustavo Yatecola e Jurandir Matos, recusou-se a investigar as acusações, com toda certeza por decisão tomada observando a capacidade nula de uma comissão palarmentar, com esta composição de câmara, de investigar a administração pública.

Antes da disputa entre o governo do Pavan e o grupo do ex-prefeito está o respeito ao cidadão paulinense.

Não é novidade o descaso político com as demandas sociais e o total descontrole sobre a corrupção nas contas públicas de Paulínia.

O apelo partiu da sociedade e hoje político com condenação em 2ª estância não registra candidatura, cenário desanimador para o prefeito municipal que amarga seguidos golpes nessa reta final de mandato.

- embargos de bens pessoais, sentenças contrária a prefeitura e a favor dos servidores.

Estes são exemplos de frutos de 4 anos de uma gestão duplamente corrupta, primeiro pela morte financeira da prefeitura e segundo pelo projeto de cidade obsoleto e miserável.

Projeto implementado a mais de duas décadas e nesse período ocorreram inúmeros casos claros de perseguição política, corrupção e toda Paulínia sabe:

Condenação por improbridade administrativa é a marca tanto do Pavan quanto do Edson Moura.

Nas mãos da Dilma: Empresa que pagar menor salário para mulher poderá ser multada

Para se tornar Lei, a proposta depende apenas da sanção da presidenta Dilma Rousseff.


Uma grande mobilização permitiu a aprovação, em caráter terminativo (quando a proposta não precisa passar pelo plenário), na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, do projeto de Lei que pune as empresas que pagam salários menores às suas funcionárias, quando elas desempenham atividades idênticas a de seus colegas do sexo masculino.
A proposta, que já passou pela Câmara dos Deputados e por duas comissões no Senado (Comissão de Assuntos Sociais e Comissão de Constituição e Justiça), tornou-se prioridade na CDH porque o Congresso Nacional está promovendo uma série de atividades para homenagear o Dia Internacional da Mulher, que se comemora nesta quinta- feira (08). Pelo acordo, as comissões darão prioridade para a votação de propostas que, de alguma forma, restrinjam a discriminação às pessoas do sexo feminino.
Relator na última Comissão, o senador Paulo Paim (PT-RS), apresentou voto favorável ao projeto (PLC 130/2011), ressaltando que a proposição, se transformada em lei, representará mais uma ferramenta jurídica para assegurar o princípio da igualdade entre homens e mulheres.
“Embora a Constituição Federal e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/1943) já proíbam a diferença de salário entre homens e mulheres que executam a mesma tarefa, sob as mesmas condições e para um mesmo empregador, não há qualquer penalidade fixada a quem descumpra essa lei”, explicou Paim, ao defender a aprovação da proposta.
O texto estabelece que o empregador que descumprir a lei será obrigado a pagar, à empregada, multa correspondente a cinco vezes a diferença verificada em todo o período da contratação.
Durante a votação, a presidência da CDH foi entregue à senadora Ana Rita (PT-ES). Ela defendeu o projeto e destacou a importância do esforço concentrado para votação de projetos femininos ao longo desta semana. “Vale destacar que conquistamos o direito de voto há muito pouco tempo e é importante que tenhamos cada vez mais participação na sociedade e nos espaços políticos de nosso País. Para isso, contamos com o engajamento dos homens”, convidou.
(Giselle Chassot – liderança do PT no Senado, com informações da Agência Senado)

As Eleições 2012 e a Juventude: Uma prioridade

Não é novidade dizer que as eleições municipais são um termômetro da força dos partidos e coalizões par a disputa nacional e estadual. Elas apontam perspectivas, fortalecem ou diminuem a influência de partidos. Mas há uma disputa de fundo bem mais importante nessas eleições. A consolidação do projeto democrático-popular.
O projeto vitorioso, iniciado nos Governos Lula vem se afirmando sob a liderança da presidenta Dilma, construindo a chamada Era pós-neoliberal. Mas só isso não basta. Precisamos consolidar esse novo momento do País e isso passa pela vitória do campo popular nos municípios e São Paulo será o ápice desta disputa hegemônica.
Reduto da burguesia brasileira e centro financeiro do país, a capital paulista será fundamental para quebrarmos a hegemonia tucana e reconfigurar o quadro das forças políticas. O companheiro Fernando Haddad tem todas as condições de recolocar São Paulo no rumo do país.
Nesse cenário, a juventude aparece como um dos principais temas a ser discutido e priorizado nessas eleições. Marcada pela renovação dos candidatos, as eleições deste ano terá de responder a várias questões relativas aos jovens, deixados ao relento durante anos sob gestões de direita. A mudança da concepção sobre o jovem é condição sine qua non para qualquer política pública de juventude. Visto muitas vezes como “questão de polícia” e “violador da ordem”, o jovem deve ser pensado como portador de direitos e sujeitos orgânicos. A violência policial na USP e a ação desastrada na Cracolândia apenas refletem o cenário preocupante para a juventude na cidade.
O peso do eleitorado jovem é significativo. Representam entre os jovens votantes de 16 á 24 anos, 14,08% do eleitorado. Quando consideramos até os 29 anos esse porcentual chega há quase 30%*. Principal partido de preferência dos jovens, o PT não pode deixar de ter uma ação prioritária voltada para juventude. Precisamos ter um programa de juventude claro, sólido, construído de forma democrática e participativa. Questões como perspectivas de emprego num momento de bônus demográfico do país são fundamentais. Principal atingido pelo subemprego e pela desregulamentação do terceiro setor, políticas como o Primeiro Emprego precisam voltar.
Um programa petista deve valorizar as várias manifestações culturais da juventude espalhadas pelos vários cantos da cidade e também dialogar com os vários segmentos jovens, suas “tribos” e seus diversos aspectos.
Na educação teremos muito que mostrar. É inegável a atuação histórica de nosso pré-candidato a frente do MEC. Só aqui na cidade temos mais de 120 mil bolsistas do Pro Uni. O acesso às Universidades Federais pelo novo ENEM também é simbólico. Revolucionamos o acesso ao ensino superior e os jovens paulistanos sentem isso em seu cotidiano. Precisamos deixar claro que isso é fruto do governo petista.
Reconquistar os jovens para política, abrir canais de diálogo, expressão e participação é fundamental. As experiência dos Fóruns de Juventude e Orçamento Participativo Jovem na gestão petista na cidade mostrou que a juventude pode contribuir e quer participar da discussão política.
Precisamos ter uma campanha de juventude forte também. Com estrategias e formas de atuação que dialogue com os jovens e sua diversidade. Uma campanha jovem, renovada, presente em todos os cantos da cidade, dará destaque ao nosso candidato num segmento que vem crescendo a cada ano.
A disputa está dada. Temos a tarefa histórica de derrotarmos a direita em seu maior reduto, darmos as bases para a vitória do campo popular no Estado e garantirmos a continuidade do projeto democrático-popular. A juventude será protagonista e decisiva nesse processo.
Erik Bouzan é Secretário Municipal da Juventude do PT de São Paulo.

Rio + 20 e a Juventude no Fórum Social Temático

Já se passaram 11 anos da realização do I Fórum Social Mundial em Porto Alegre e 20 anos da realização da ECO 92. De lá para cá muita coisa mudou no Brasil e no mundo.
O Brasil não é o mesmo da década de 90, período marcado pelo neoliberalismo, no qual a hegemonia do mercado imperou sobre as necessidades do povo. O país hoje é a sexta economia do mundo, conseguiu dar passos no combate a pobreza, na ampliação de direitos sociais e no avanço do papel do Estado na indução do crescimento econômico com distribuição de renda.
O Fórum Social Temático realizado em Porto Alegre, em 2012 aconteceu em um momento muito importante para o mundo. Momento este em que revoltas populares ascendem para questionar o padrão neoliberal do sistema capitalista, baseado na acumulação de capital pelas grandes corporações multinacionais e transnacionais.
A indignação se expressa por uma parte da sociedade que não se conforma com o fato de a ampla maioria da população mundial não participar efetivamente da distribuição das riquezas produtivas e financeiras, enquanto apenas uma minoria do mundo detém a maior parte da riqueza mundial. Os 99% da população têm suas vidas controladas por 1% dos donos do mundo.
A crise econômica abalou o principal país do mundo: os EUA e, por conseqüência, atingiu a Europa em cheio. Países antes considerados os mais ricos convivem com taxas de desemprego exorbitantes, baixa crescimento, ameaça de inflação e um sistema bancário prestes a falir. Infelizmente, as saídas oferecidas pelos governos caminham na direção de preservar e salvar os mercados, principalmente com a injeção de altas quantias de recurso em bancos privados, flexibilização de direitos sociais, corte no investimento público, ou seja, a crise criada pelo mercado especulativo está sendo paga pelo povo trabalhador.
Na América Latina vive-se um momento de ascensão de governos populares que gerou um ambiente favorável ao surgimento de novos regimes políticos, orientados a reparar dívidas históricas com a classe trabalhadora, com o povo negro, indígena, entre outros. A interrupção do projeto neoliberal tem apresentado resultados positivos aos países, não só do ponto de vista econômico, mas sobretudo na ampliação de direitos sociais e civis. É preciso, entretanto, avançar na desconstrução do modelo neoliberal, eliminando-o por completo.
Nesse sentido, as experiências acumuladas e o processo histórico em curso apresentam um cenário de disputa sobre qual o modelo devemos construir para o desenvolvimento do mundo. De um lado, uma proposta de aprofundamento neoliberal organizada por países europeus e pelos EUA e de outro, as experiências latino americanas, das quais o maior expoente é o Brasil, de forte investimento estatal, ampliação de direitos e distribuição de renda. Contudo, a experiência brasileira é ainda limitada, o projeto nacional desenvolvimentista em curso não apresenta uma agenda consistente de enfrentamento ao mode de exploração capitalista. É neste espaço que os movimentos sociais podem ter um papel fundamental na formulação de uma terceira via: o eco-socialismo.
É neste cenário que acontece a Rio + 20, Conferência organizada pelas Nações Unidas para a discussão do modelo de desenvolvimento sustentável. Os objetivos colocados para esta edição são: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável; e governança internacional.
Passados os 20 anos desda Eco 92, existem motivos suficientes para acreditar que o processo oficial terá dificuldade em apresentar saídas consistentes, que rompam com o ciclo da pobreza aprofundado nos últimos anos e de contínua destruição e degradação dos recursos naturais no mundo. A maior expressão desta dificuldade está no continente africano. A insígnia economia verde é um dos elementos que confirmam estes limites, já que as saídas em sua maioria não questionam a origem do problema: o modo de produção capitalista e a acumulação do capital feita por meio da especulação. Visam apenas promover pequenas alterações na emissão de gases, criar mecanismos de isenção de impostos para empresas menos poluentes, individualizar as responsabilidades pela defesa do meio-ambiente, ou seja, não se promove a reflexão sobre a construção de uma nova forma de produção, de organização do trabalho sustentada por princípios de justiça social e ambiental.
Neste último período a juventude brasileira tem realizado algumas ações na direção de garantir maior participação e incidência na discussão sobre o desenvolvimento do país. É certo que diferentes concepções estão em disputa e que há também neste campo juvenil setores conectados com a idéia de promoção de pequenas mudanças orientadas pela noção de economia verde, outros defensores do modelo nacional-desenvolvimentista, ecosocilaistas, e ainda segmentos ambientalistas anti-capitalistas. Existe um cenário fértil para um encontro de posições comuns daqueles que questionam o modo de produção capitalista, que ainda com diferenças, podem produzir uma posiçao comum que caminhe na direção da defesa de princípios socialistas, democráticos e ecológicos.
Neste artigo serão apresentadas iniciativas e posições formuladas a partir de um campo político que, muito embora plural, tem construído processos comuns para a partilha de posições e definições de estratégias.
Esta articulação teve seu ponto alto na II Conferência Nacional de Juventude, realizada em dezembro de 2011, com o slogan “Conquistar Direitos e Desenvolver o Brasil

, a juventude brasileira demonstrou seu interesse em ser sujeito estratégico na construção do projeto de desenvolvimento nacional, entretanto, não apenas como “motor” ou mão de obra barata para o crescimento, mas sim como sujeitos de direitos e promotora de mudanças.
A Conferência demonstrou muita unidade dos movimentos juvenis e populares na aprovação de resoluções políticas que visem o aprofundamento da democracia, ampliem o poder popular, promovam um desenvolvimento sustentável com justiça social.
No FST ampliou-se o diálogo entre diferentes movimentos juvenis, o Conselho Nacional de Juventude e qualificaram-se os canais de diálogo com o Governo Federal, tendo como seu porta-voz a Secretaria Nacional de Juventude.
A estratégia pensada caminha na direção de aprimorar a incidência no processo oficial, tanto no que se refere à posição que será apresentada como Governo, quanto nos escassos espaços de participação que terá a sociedade civil. O desafio é preparar a intervenção dos movimentos sociais brasileiros, latino americanos e de outras partes no mundo para fazer luta social e pressionar para que as posições respondam a crise do padrão neoliberal do sistema capitalista com saída efetivas. O local propício para isso será a Cúpula dos Povos.
Em que pesem os limites do processo oficial, é preciso depositar alguma esperança na capacidade de liderança brasileira em influenciar as posições mundiais. Após 20 anos a participação brasileira no mundo e nas organizações internacionais se dá em outro patamar. A política externa é uma das marcas mais positivas da última década e sem a menor dúvida, a posição oficial do nosso país que será apresentada por nossa Presidenta Dilma Roussef terá um peso muito maior em 2012.
Durante o FST, diferentes espaços foram construídos, em sua maioria no território do Acampamento da Juventude. Um conjunto de movimentos juvenis teve a oportunidade de dialogar com a Secretaria Nacional de Juventude – Severine Macedo – e com a Ministra de Meio-Ambiente – Isabela Teixeira. Encaminhamentos importantes como a criação de um Grupo de Trabalho específico sobre a Rio + 20 vinculado à SNJ, com a participação de movimentos juvenis e do Conjuve para preparar uma intervenção propositiva das juventudes no processo Rio+20. A intenção é que a posição da SNJ
,
que será apresentada ao Governo Federal, possa ser construída no diálogo com as juventudes organizadas, principalmente com organizações que tenham acúmulo na discussão de desenvolvimento e meio-ambiente.
Os movimentos sociais definiram uma agenda de luta para o próximo período, que devem ser integrada pela juventude. A proposta é organizar grandes mobilizações globais nos dias 22 de Abril, Dia Mundial da Terra e 5 de Junho, dia nacional do meio-ambiente, que devem compor um calendário de lutas contra o capitalismo e em defesa de justiça ambiental e social.
A juventude terá um papel central neste processo da Rio+20. A luta por um pacto geracional que sinalize para uma nova forma de desenvolvimento com justiça social e ambiental é central para construir condições dignas para as atuais gerações e futuras. A juventude precisa contribuir para ampliar a capacidade de mobilização em torno do tema, mas mais do que isso, apresentar novas formas de fazer política. Integrar as redes sociais e as ruas para organizar uma intervenção criativa, crítica e que chame a atenção do mundo para a construção de novas alternativas de desenvolvimento.
Gabriel Medina é presidente do CONJUVE.