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quarta-feira, 7 de março de 2012

As Eleições 2012 e a Juventude: Uma prioridade

Não é novidade dizer que as eleições municipais são um termômetro da força dos partidos e coalizões par a disputa nacional e estadual. Elas apontam perspectivas, fortalecem ou diminuem a influência de partidos. Mas há uma disputa de fundo bem mais importante nessas eleições. A consolidação do projeto democrático-popular.
O projeto vitorioso, iniciado nos Governos Lula vem se afirmando sob a liderança da presidenta Dilma, construindo a chamada Era pós-neoliberal. Mas só isso não basta. Precisamos consolidar esse novo momento do País e isso passa pela vitória do campo popular nos municípios e São Paulo será o ápice desta disputa hegemônica.
Reduto da burguesia brasileira e centro financeiro do país, a capital paulista será fundamental para quebrarmos a hegemonia tucana e reconfigurar o quadro das forças políticas. O companheiro Fernando Haddad tem todas as condições de recolocar São Paulo no rumo do país.
Nesse cenário, a juventude aparece como um dos principais temas a ser discutido e priorizado nessas eleições. Marcada pela renovação dos candidatos, as eleições deste ano terá de responder a várias questões relativas aos jovens, deixados ao relento durante anos sob gestões de direita. A mudança da concepção sobre o jovem é condição sine qua non para qualquer política pública de juventude. Visto muitas vezes como “questão de polícia” e “violador da ordem”, o jovem deve ser pensado como portador de direitos e sujeitos orgânicos. A violência policial na USP e a ação desastrada na Cracolândia apenas refletem o cenário preocupante para a juventude na cidade.
O peso do eleitorado jovem é significativo. Representam entre os jovens votantes de 16 á 24 anos, 14,08% do eleitorado. Quando consideramos até os 29 anos esse porcentual chega há quase 30%*. Principal partido de preferência dos jovens, o PT não pode deixar de ter uma ação prioritária voltada para juventude. Precisamos ter um programa de juventude claro, sólido, construído de forma democrática e participativa. Questões como perspectivas de emprego num momento de bônus demográfico do país são fundamentais. Principal atingido pelo subemprego e pela desregulamentação do terceiro setor, políticas como o Primeiro Emprego precisam voltar.
Um programa petista deve valorizar as várias manifestações culturais da juventude espalhadas pelos vários cantos da cidade e também dialogar com os vários segmentos jovens, suas “tribos” e seus diversos aspectos.
Na educação teremos muito que mostrar. É inegável a atuação histórica de nosso pré-candidato a frente do MEC. Só aqui na cidade temos mais de 120 mil bolsistas do Pro Uni. O acesso às Universidades Federais pelo novo ENEM também é simbólico. Revolucionamos o acesso ao ensino superior e os jovens paulistanos sentem isso em seu cotidiano. Precisamos deixar claro que isso é fruto do governo petista.
Reconquistar os jovens para política, abrir canais de diálogo, expressão e participação é fundamental. As experiência dos Fóruns de Juventude e Orçamento Participativo Jovem na gestão petista na cidade mostrou que a juventude pode contribuir e quer participar da discussão política.
Precisamos ter uma campanha de juventude forte também. Com estrategias e formas de atuação que dialogue com os jovens e sua diversidade. Uma campanha jovem, renovada, presente em todos os cantos da cidade, dará destaque ao nosso candidato num segmento que vem crescendo a cada ano.
A disputa está dada. Temos a tarefa histórica de derrotarmos a direita em seu maior reduto, darmos as bases para a vitória do campo popular no Estado e garantirmos a continuidade do projeto democrático-popular. A juventude será protagonista e decisiva nesse processo.
Erik Bouzan é Secretário Municipal da Juventude do PT de São Paulo.

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